Deitava-se frequentemente com homens casados. Não o fazia propositadamente por serem casados, pois esse pormenor era-lhe até indiferente. O facto de serem casados, era apenas obra do acaso.
Nunca lhe passou pela cabeça que estava a trair outra mulher nem tão-pouco o contrário.
Nunca lhe passou pela cabeça que não deveria fazer aquilo, nem tão-pouco o contrário.
Nunca lhe passou pela cabeça que havia uma família envolvida, nem tão-pouco o contrário.
Ainda assim, havia uma coisa que ela fazia sempre e nem ela percebia porque o fazia nem porque lhe provocava aquela pequena sensação de diversão infantil, quase como quando punha sal no café dos adultos:
No calor da festa, arranhava-lhes as nádegas.
E depois, no final, enquanto se lavavam e se vestiam para se despedir até um dia destes se não for antes, virava-se para eles com aquele ar inocente e dizia:
- Ops, tens o rabo todo arranhado!
E depois, perante a preocupação misturada com "que chatice, e agora?" que via nas suas caras, punha um ar mais inocente ainda e dizia sorridente e maternal:
-Oh! Desculpa!
Duas irmãs, um rei
Há 1 mês

