A Emiele e a Saltapocinhas arranjaram-me um bico de obra: Contar o que andava a fazer no dia 24 de Abril de 1974. Primeiro, isso já foi no tempo dos afonsinhos, que é como quem diz no tempo dos Ford Escort e dos Fiat 600 originais. Segundo, a gente ainda consegue fazer um esforço para se lembrar do que andava a fazer no dia 25, agora o dia 24... acho que a malta meteu nos arquivos mortos. Vou tentar fazer uma associação de ideias, tipo investigação do CSI Miami.
Então vejamos:
- Eu tinha feito anos há poucos dias. E não tinha tido festa nem presentes porque, graças a um 9,5 que tive a Matemática, estava de castigo por um mês. Por isso, estava de certeza em casa, com uma grande tromba de elefante, fechada no quarto (que era onde eu estava quando não estava na escola), provavelmente a fazer planos para fugir de casa e nunca mais me verem. Felizmente para mim o castigo acabou no dia seguinte porque os meus pais estavam mais entusiasmados com outras coisas e esqueceram-se.
Esta é a versão verdadeira. Agora a versão interessante:
- Eu estava secretamente a enviar instruções às forças armadas num aparelho transmissor que tinha escondido debaixo da cama ao pé do cotão e das revistas porno que roubava ao meu pai, porque ninguém sabe isto, mas na verdade eu é que fui a estratega de toda a revolução. O Otelo e os outros foram só os testas de ferro. Pronto. Isto era para ser segredo mas agora já sabem.
Agora as vítimas, tinha que ser. O Nando, o MFC, a Mushu e a Vap. Tá feito.
Duas irmãs, um rei
Há 1 mês

