De todas as histórias de que me lembro e conto, aos outros e a mim, não consigo identificar nenhuma que tenha contribuído para a minha maior fobia, que só os muito íntimos conhecem. Sei que vou viver assim até ao fim. A recuar, a afastar-me discretamente em determinadas circunstâncias, a disfarçar um horror tão ridículo quanto real, para mim. E não vale a pena andar a vasculhar nos armários da minha vida. Há coisas que se escondem sem remédio. Já me habituei.
Na verdade, como já devem ter visto, isto não é uma história. É só uma tentativa de descobrir se toda a gente tem segredos.
Duas irmãs, um rei
Há 1 mês

