sábado, 7 de março de 2009

"Já provaste coca-cola?" - era uma das perguntas que mais se ouvia entre adolescentes logo após a revolução. A coca-cola foi para os jovens, absurdamente, um dos símbolos mais fortes da liberdade recém-conquistada.
A proibição tinha gerado as histórias mais fantásticas sobre o produto, a ponto de o tornar um mito. Dizia-se que era viciante, que conseguia corroer metal, que provocava doenças várias e estranhas. Mas a que eu sempre gostei mais foi a que a minha mãe me contava como verdadeira: Que quem tomasse uma aspirina com o mágico e pernicioso líquido, experimentaria uma "trip" que o levaria do mundo dos lúcidos para o mundo da loucura num "ai".
Por isso, entre nós, sussurrava-se maliciosamente a pergunta, quase em tom de cumplicidade num crime:
- E tu? Já provaste coca-cola?

8 comentários:

kuka disse...

E a menina, provou?
Bebi muitas, em Badajoz.
Mas... provar nunca provei.

Castanha Pilada disse...

Eu só depois do 25 de Abril. Badajoz fica-me fora de mão!

Tamires . disse...

Aos montes!

Um vício, que carrego. Dá-lhe coca-cola! [Servida?]

Beijos, flor!
Parabéns por hj!

A Senhora disse...

A ditadura não teria esse problema comigo: detesto bolhas açucaradas. :))

Gi disse...

Eu bebi coca-cola desde que nasci, foi preciso vir para Portugal para andar uns anos (poucos) sem beber coca-cola. ;)


PS.: Acabei por fazer o teu desafio das verdades e mentiras em que, gentilmente, me incluiste há quase um mês. ;)

Castanha Pilada disse...

Tamires, é mesmo? Mas da light, imagino...

Senhora, sendo proibido a gente passa a gostar mesmo que não goste.

Caramba Gi, ainda te lembravas disso??? :)))

Emiele disse...

Nunca entendi essa embirração à Coca-cola!
Por acaso na adolescência fui para Moçambique onde não havia tal proibição. Pelo contrário. De tal forma que a «alcunha» de quem era de Lourenço Marques assim como os lisboetas são «alfacinhas» e os portuenses «tripeiros» a malta de lá eram os «cocacola». Que se acrescentava sempre «por duas palhinhas»...
E, exactamente por não ser proibido nunca foi coisa que apreciasse por aí além...
:)

Castanha Pilada disse...

Pois, se por cá tivessem proibido os brócolos, eu ia adorá-los!