quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Na esplanada daquele café de bairro, pouco cuidado e também não muito limpo, onde juramos que não vamos consumir nada que não venha já embalado, na mesa ao nosso lado, conversavam animadamente dois rapazes jovens. Um deles era brasileiro e notava-se no seu discurso algum nível de instrução. O outro era português. Falavam sobre planos para o futuro, tema de que falamos geralmente de peito aberto quando temos aquela idade. O primeiro dizia que só queria estar em Portugal mais alguns anos, para amealhar algum dinheiro e se estabelecer no seu país como empresário. Até que afirmou uma coisa que foi a que verdadeiramente me levou a considerar aquele momento singular. Disse que tencionava abrir um café, assim num conceito europeu, como aquele em que estávamos. Para mim vulgaríssimo. A gente senta-se, o empregado chega com uma bandeja na mão, pergunta o que queremos, volta para dentro e regressa depois com o pedido. A partir daí, uma pergunta ficou a bater na minha cabeça: Como são os cafés no Brasil? Sim. Se não são assim, são como? Concluí que tenho viajado pouco.

7 comentários:

Mariquinhas disse...

Eu também fiquei "grilada":))
Não é que eu possa dizer que conheça o Brasil, pois, como sabemos, é um país imenso,mas,basta avaliar as diferentes origens da sua população,para acreditar que se poderá encontrar muitos "conceitos" - que eu, no nordeste brasileiro (claro que em 3 semanas não conheci tudo) não tenha encontrado muitos cafés ao melhor estilo Europeu, mas, como esse que descreves só bem capaz de ter visto, embora eu preferisse as "choperias" (cervejarias-de chope - cerveja) e os restaurantes e esplanadas "improvisados" em casas estilo colonial que parecia estarmos no quarto de jantar da dona da casa, mas, isto sou eu que gosto de em "Roma ser romana";))

Emiele disse...

Nunca fui ao Brasil (ainda...) :) mas estranho muito que não haja cafés do tipo dos nossos...!?
Se calhar era na terra dele. Porque tal como a mariquinhas acho que aquilo deve ser tão grande que se deve encontrar de tudo, mesmo tudo!
O que ouvi dizer é que os cafés - a bica digamos assim - eram mais pequeninos do que os nossos. e os nossos já são mais pequenos do que noutros países...

Mariquinhas disse...

Depois do comentário da Emiéle, fez-se-me luz - será que o moço queria referir-se ao café própriamente dito - à bica - café expresso - como se tem de pedir no brasil e na América do Norte senão, dão-nos um "balde" de água de café ?! Foi uma coisa que estranhei no Brasil (uma das terras do café), embora já suspeitasse - com certeza que já repararam as vezes que nas telenovelas alguém pergunta "vai um cafézinho?" imaginem se fosse a nossa a bica...;))

Castanha Pilada disse...

Mariquinhas, foi o que eu pensei: Ali já deve haver de tudo. Espaço e mistura há!

Emiele, deve ser isso, era só na terra dele.

A Senhora disse...

:))))
Eu não faço idéia de onde seja o rapaz!
Talvez, o que ele quisesse fosse mesas nas calçadas (esplanada?), mas mesmo isso temos aqui!
Agora, o que é difícil encontrar, com certeza é uma cafeteria numa praia. Ja fiquei desesperada por uma e nào achava. Agora, em cidades grandes, a coisa é mais fácil de se achar.
Os cafezinhos são maiores dos que tomei em Portugal. E dependendo da cafeteria, tem com sorvete, conhaque, chocolate e blablablá.
Eu, particularmente, gosto muito do Frans Café - é uma rede de lojas que serve do café da manhã ao jantar.
Agora, é claro que estou falando de grandes cidades como as capitais dos Estados e outras cidades turísticas, principalmente as do Sul. No sul existem as "casas de chá" com os chamados café colonial - fantásticos. Não vem só café, mas toda uma refeição. Para quem está de dieta, é bom fugir destes. ;)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Acabo de regressar e encontro as castanhas com nova embalagem. Gostei!

Castanha Pilada disse...

Senhora, qualquer dia eu passo aí para ver isso. :)

Olá Carlos! Foi uma redecoração, para não enjoar.