terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Era o fim da tarde de 23 de Dezembro e eu tinha acabado da fazer as compras de Natal, em filas intermináveis de lojas atulhadas. Atirei para dentro do carro os sacos que continham, em coisas inúteis, um valor suficiente para alimentar várias famílias durante um mês em certos locais do globo. Ainda bem que o mundo fica tão longe.

Com os níveis de stress no volume máximo saí para o trânsito, infernal, como se toda a gente que possui uma viatura tivesse combinado parar numa fila idiota entre o centro comercial e a minha casa. Dei a volta e resolvi apanhar a via rápida, mais longe porque me obrigava a sair da cidade e entrar de novo, mas, pensei eu, mais rápido. Assim que entrei, sem possibilidade de fazer inversão de marcha, um agente da autoridade de colete florescente fez-me parar. Tinha havido um acidente. Gravíssimo. E não se sabia durante quanto tempo a circulação iria permanecer interrompida. E então, naquela véspera de véspera de Natal, época de paz, amor e dizem, solidariedade, eu pensei, irritada, que raio de gente se teria lembrado de ter ali um acidente àquela hora só para me chatear.

9 comentários:

Taralhoca disse...

Xô!!!!
Sai espírito mau!!
(umas vergastadinhas com azevinho e pode ser que passe...)

Castanha Pilada disse...

Práticas de sado-maso no Natal???

Patricia Lousinha disse...

Feliz Natal, sim?

Miepeee disse...

Um Feliz Natal.
Beijinho.

Didas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Castanha Pilada disse...

Obrigada Patícia e Miepee!!! Para vocês também!!!

Emiele disse...

Esse porcaria dos acidentes, é uma das razões porque ando a ver se passo o Fim do Ano bem perto de casa.
Se há noite onde se perde a cabeça é essa. Se calhar se pudesse ir mesmo a pé pra casa ainda seria o melhor...

Castanha Pilada disse...

Mainada!

A Senhora disse...

Espero que o seu Natal tenha sido melhor que as compras! :)))