sábado, 6 de dezembro de 2008

Já na adolescência, decidi que iria viver de actividades para-normais. Tinha acabado de ler um livro das selecções do Reader's Digest sobre pessoas com poderes psíquicos extraordinários e aquilo não me pareceu nada difícil. Mesmo nada.
Sentei-me à secretária, pousei uma esferográfica no meio da dita e concentrei-me totalmente, na intenção de a fazer mexer por meio da psicocinese ou poder da mente sobre a matéria. Uns minutos depois, ela continuava imóvel, insensível a todos os meus esforços mentais.
Talvez não me tenha concentrado o suficiente. Talvez tenha escolhido mal o objecto a mover. Mas foi nesse dia que decidi que, provavelmente, iria ter que trabalhar e que era melhor pensar em estudar qualquer coisa.

8 comentários:

A Senhora disse...

Pois é... Acho que foi mais ou menos isso que me impulsionou a fazer Psicologia. Mas isso também não adiantou muito para levantar canetas, nem para assinar cheques a meu favor! :)

mfc disse...

A Psicocinese normalmente resulta com o dinheiro na carteira!
Até nem é preciso muita concentração para a gente o ver a mexer-se de vez.

Castanha Pilada disse...

Mas eu era mais parapsicolologia Senhora. Tipo aqueles fenómenos para anormais.

Sim mfc, mas esse fenómeno é tão vulgar que não rende!

papagaio disse...

tens que ter feitio de enganar no corpo se nao tens morres a fome com a dita profissao

A Senhora disse...

Entendi... Mas nessa idade, quando decidi fazer Psicologia, era para tentar controlar as mentes das pessoas... :))

Castanha Pilada disse...

Papagaio, essa é que é essa!

Claro Senhora, mas os intrujas controlam melhor! :)))

Emiele disse...

Acho que insististe pouco.
Eu o que por vezes observo é o contrário. Algumas pessoas, que deveriam estar a escrever (nem digo de lápis ou esferográfica, até pode ser num teclado) parece terem uma tal repulsa pelos objectos que primeiro que comecem a trabalhar até dá ideia que os objectos fogem delas...

Castanha Pilada disse...

Eu desistia muito depressa. Fiz mal.