sexta-feira, 13 de novembro de 2009

EU: Bom dia!
ELA: Bom dia.
EU: Eu estou a falar da ****** *********. Estou a ligar para lhe comunicar que foi aprovado um pedido seu para colocação duma garrafa gigante na via pública para fins publicitários.
ELA: Ah, obrigada!
EU: Vou só precisar de uma informação, para calcular o valor da taxa a cobrar.
ELA: Sim, faz favor de dizer.
EU: Queria saber quantos metros quadrados o objecto vai ocupar.
ELA: Minha senhora, o objecto não pode ocupar metros quadrados!
EU: Não?! Porquê?
ELA: Porque é redondo!
EU: Mas é possível calcular a área dum objecto redondo.
E depois de alguns momentos de silêncio esmagador do lado de lá:
EU: Vamos fazer assim, diga-me a medida do diâmetro.
ELA: Diâmetro?! Que diâmetro?
EU: Pronto, diga-me então a medida do raio.
ELA: Mas qual raio?
EU: Olhe, diga-me só quanto mede a garrafa dum lado ao outro.
ELA: São nove metros de altura.
EU: Sim, e de largura?
ELA: Quatro.
EU: Obrigada. Bom dia.
ELA (visivelmente enfastiada): Bom dia.
E desligou. E eu quase que a conseguia imaginar a contar a toda a gente como são burros os funcionários públicos.

14 comentários:

R. disse...

Eh pá!, Castanha, afinal sempre aprendeste coisas úteis em matemática! ;)

Desculpa, não resisti... :)

R.

Castanha Pilada disse...

Eh eh eh... Um destes dias eu explico como.

Paula Raposo disse...

lololol

A Senhora disse...

uma garrafa com "tantos metros redondos" era assim que deveria ser. O ruim era quando chegava os tais metros cúbicos. :)

kuka disse...

Talvez não tivesse pensado isso. Com tantos f.p. por metro quadrado talvez até a senhora pertencesse a essa laboriosa classe. Quem sabe?!

Nota: com f.p., quis dizer funcionário público.
Nada de confusões.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não tenha dúvida que foi essa a reacção da senhora...

Didas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Castanha Pilada disse...

Paula :)

Senhora, eu nem queria saber de metros cúblicos, bastava-me a base!

Kuka, não estou a defender uns nem a atacar outros. Estou só a contar uma história que mostra que nada é sinónimo de nada. A tal classe dos fp (diferente de fdp) nem sempre é muito laboriosa. As outras classes, também...

Carlos, não tenho não.

Emiele disse...

Eu fico antes a imaginar que ela deve ter ido perguntar como se transformava o metro quadrado em metro redondo, como disse a senhora!
Não penso como tu e o Carlos que fosse esse o pensamento dela, mas acredito que se fosse queixar de que lhe pedem coisas estranhas e que não servem para nada. Mas também perguntas-lhe o raio, ela sabe lá, só conhece outro tipo de raios...

Castanha Pilada disse...

Foi só um palpite, lol!

Saltapocinhas disse...

Vê-se logo que não deste explicações de matemática a essa!!

Castanha Pilada disse...

Lol!

Gi disse...

Estás a ver, esta não andou nas tuas explicações de matemática, pá!

Castanha Pilada disse...

Pois, já a Saltapocinhas disse o mesmo. Foi o mal dela!