segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Telefonou-me uma senhora que me perguntou se me podia fazer um inquérito de satisfação de cliente. Era do concessionário da marca do carro que eu comprei há algum tempo. Acedi. Com pouca vontade mas acedi. Tenho por hábito pelo menos tentar respeitar o trabalho dos outros. Ela fez-me talvez umas vinte perguntas, não menos, e no fim de cada uma delas, religiosamente, colocou-me todas as hipóteses de resposta: "Plenamente satisfeito, muito satisfeito, satisfeito, pouco satisfeito, nada satisfeito". Eu tentei calcular mentalmente o número de vezes que aquela mulher tem que pronunciar a palavra "Satisfeito" num dia de trabalho. Na verdade, para ela, a palavra "satisfeito" deve estar completamente esvaziada de sentido, de tanto a repetir. Como se fosse um conjunto de sílabas sem significado algum.
Pensei que finalmente tinha encontrado alguém com um emprego pior que o do papel higiénico.

10 comentários:

Paula Raposo disse...

Também me parece.
Beijos.

Castanha Pilada disse...

:)))

A Senhora disse...

Concordo! :))

Emiele disse...

Esse tipo de inquéritos são programados por quem não tem os ir aplicar!
Já tenho apanhado vários (aliás acho que faço parte de 'um grupo de estudo' porque uma vez disse que não me importava de responder) e eles têm de papaguear aqui dessa maneira. Não se percebe para quê! Se na primeira questão ficasse bem claro que era numa escala de 0 a 5, depois era relembrar «nessa escala, 0a5, quanto dá?»
Mas têm de dizer a coisa como um disco rachado (ou uma cassete que é mais moderno) :)
Também me faz alguma pena.

Gi disse...

E tu não lhe perguntaste se estava
"Plenamente satisfeita, muito satisfeita, satisfeita, pouco satisfeita, nada satisfeita" com o trabalho que tinha?
Pelo menos ficavas satisfeita!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também já fui vítima de alguns desses. Quase aposto que é de uma oficina de automóveis onde foi fazer a revisão

Saltapocinhas disse...

(ó emiele, qual cassete! moderno é o aipode!!)

A mim, basta-me repetir uma palavra meia dúzia de vezes para deixar de a entender! Às vezes tenho de interromper o que estou a fazer para que a coisa volte a ter sentido!

Castanha Pilada disse...

Senhora, nem mais.

Emiele, é mesmo isso, quem inventa aquelas cenas não tem que fazer os telefonemas. E ganha mais.

Gi, até a mim já me estava a meter aflição.

Carlos, foi mais ou menos.

Saltapocinhas, ainda bem que alguém tem o mesmo sentimento que eu em relação às palavras, cheguei a pensar que era... diferente.

milhita disse...

E mesmo assim, há quem sorria..
Gostei dos teus textos
Gostei do espirito
Parabens

Castanha Pilada disse...

Obrigada Milhita! :)))