sábado, 10 de janeiro de 2009

Como não costumava utilizar transportes públicos, não sabia muito bem como fazê-lo. Por isso, no dia em que precisei de apanhar o autocarro para o centro da cidade, preparei-me como se fosse fazer um exame. Vi os horários, certifiquei-me deles e comprei bilhete com antecedência. Uns cinco minutos antes da hora, saí de casa para fazer a pé os cerca de 200 metros que separavam a minha casa da paragem. Contudo, alguma coisa tinha corrido mal. Assim que fechei a porta do prédio, pude ver que o autocarro... já estava na paragem. Bolas! Corri desalmadamente, mas mesmo desalmadamente, para o apanhar. Enquanto corria e me aproximava, pude ver que as pessoas lá dentro olhavam todas para mim com um ar muito admirado. Pudera! - pensei eu - Devem estar a fazer apostas consigo próprias sobre a minha capacidade para chegar a tempo.
Finalmente atingi o objectivo. Completamente esbaforida com a corrida (nunca fui grande atleta), entrei desenfreada no autocarro e suspirei de alívio. Tinha conseguido! Sentei-me e preparei-me para a viagem. Toda a gente continuava a olhar para mim como se eu fosse uma fugitiva dum hospital psiquiátrico e isso irritou-me.
Mas logo percebi o que se passava. O autocarro continuou ali parado durante cinco minutos e saiu à hora. Isso acontecia todos os dias. Era a paragem onde o autocarro acertava o horário.

10 comentários:

A Senhora disse...

Quase lembrou-me quando também tive que aprender a andar de ônibus. Só não corri tanto! :))))

mfc disse...

Quem te manda sair de casa com tanta antecedência!
Tás a ver no que dá?!

Monday disse...

novidades nos proporcionam situações embaraçosas e cômicas aos outros ... estou ainda imaginando a cara de todos ... rsss

kuka disse...

E a menina devia continuar. Uma corridinha diária só lhe faz bem à saúde.

Saltapocinhas disse...

da ultima vez que andei de autocarro, teve de vir o motorista passar o bilhete: eu andava à procura de uma ranhura para o enfiar e afinal era para ler o código de barras como nos supermercados...

Castanha Pilada disse...

Senhora, é que eu devo ser uma apressada! :)))

Foi essa a falha Mfc! Está descoberto.

Monday, fiz a viagem toda com vontade de me enfiar debaixo do banco, lol!

Kuka, não, essas coisas fazem-me muito mal. É isso e água.

Pois Saltapocnhas, tu querias era enfiar. :)))

Emiele disse...

:)))
Eu tenho a sorte de ter duas carreiras de autocarros que se iniciam muito perto da minha casa. Até acontece que não fico à espera na paragem que é quase à porta, e vou até à paragem de origem, porque ali sei que quase sempre há lá um, a «fazer tempo» para arrancar! E sempre espero lá sentadinha no quente e não a panhar o vento cá fóra...
Saltapocinhas, quando começaram os bilhetes e senhas de passe a usar esse sistema também tive dificuldades, mas era porque fazia como via nos supermercados e passava com o meu cartão ao longo do 'leitor do código'. Aquilo não mostrava o sinal verde! Até que um dia um condutor mal encarado, atirou lá do seu lugar «anda para aí a dançar com o passe e isso não marca; encoste-o e fique quieta!»
Foi um bom conselho, mesmo dado de mau modo. :D

bilhas disse...

Ora aí está a razão pela qual eu detesto autocarros... Parece que estão ali a troçar de nós. Isso e o facto de os bancos não se prestarem ao sono necessário para essas viagens. Vamos a ver e estamos a babar o ombro do viajante do lado!

Castanha Pilada disse...

Emiele, fartei-me de rir a imaginar-te a abanar o cartão como fazem as meninas dos supermercados quando parece que estão em pré-ataque epiléctico. Lol!

bilhas, mas tu não me adormeças a conduzir que também não dá!!!

cexy disse...

Por causas desses olhares ( e outras razões) deixei de correr para autocarros a meio da adolescência. E até agora ainda não me arrependi..há sempre outro ;)
bes*s